sábado, 10 de março de 2012

eu e eu mesma

Nossa, faz tempo que não passo por aqui...

Mil coisas aconteceram nesse começo de ano, que está passando super rápido.

Mas acho que só quero comentar uma: minha solidão. Ou: como estou amadurecendo “à força”!

Dizem que você começa o ano do jeito que vai passar o resto do ano.
Desde que meus anos-novos começaram a ser estranhos eu parei de acreditar!

Essa virada de ano o sentimento que eu tinha era de solidão. Não ajudei a preparar a festa, me arrumei sozinha e enquanto as pessoas pareciam se divertir, eu sorria por fora e morria por dentro. Quando a virada se aproximava eu tinha vontade de chorar. Pensando na minha família, nos meus amigos... Foi difícil. 

E na verdade foi muito bom! Quando só podemos contar com nós mesmos descobrimos tantas coisas... Descobrimos uma força que não sabemos que temos, nos vemos cara a cara com quem somos de verdade. Não a pessoa que todo mundo diz (e que nós dizemos a nós mesmos) que somos e que acabamos acreditando ser, mas a pessoa que está “escondida” lá dentro. Tímida, frágil, imperfeita, e ao mesmo tempo forte, precisa e verdadeiraE pra mim é tão bonito poder encontrar essa Júlia, que os “problemas” externos (a vergonha, a solidão, o ego) ficam pequenos.

Depois desse início de ano difícil e de alguns dias de “retiro” na casa dos pais do Juan, lendo, observando e escrevendo - me conhecendo - voltei diferente para Granada. 

O curso ficou mais difícil, com mais trabalhos, e desde que voltei não descanso.

Com duas amigas do curso resolvemos gravar um curta que se chama “Granada, te quiero”, composto por três mini-curtas, cada um dirigido por uma. Não paramos um minuto, correndo atrás de atores e de tudo para filmar o mais rápido possível. A escola gostou da ideia e emprestou o material, o que ajudou bastante.

Domingo passado gravamos o primeiro e hoje gravamos o meu. Domingo que vem gravamos o último.

Como o meu era sábado (e esse foi o único dia que a escola deixou a gente gravar), quase ninguém pôde participar. E o pior: as pessoas que disseram que podiam foram desistindo no meio do caminho. 
Ou seja, no final eu estava fazendo praticamente tudo sozinha! Outra vez me vi nessa situação de só poder contar comigo mesma. Uma gripe ameaçou chegar e eu mandei ela pra longe porque não podia me permitir! 

Hoje de manhã acordei com um telefonema. A atriz principal não ia poder vir. Parei e respirei fundo. E vamos lá! Encontrar soluções! Descobri que sou boa nisso.

De última hora consegui que a mãe de outra atriz viesse atuar, mas ela nunca tinha atuado. Sentamos com o roteiro e tínhamos 2 horas pra gravar todos os planos, que não eram poucos. Ela estava muito nervosa e tímida e tentei fazê-la relaxar e entrar no papel.

No fim, depois de muita correria, decisões rápidas e tranquilidade interna consegui! Bom, não ficou a melhor coisa do mundo... e tenho medo de que não dê para montar direito por falta de planos. Mas bom, foi uma super experiência. Fiz roteiro, câmera, produção, um pouco de vestuário, direção e preparação de ator. Descobri que sou boa nisso tudo também.

Conclusão: EU POSSO! E nesse momento não há nada melhor do que essa certeza. Eu posso. Eu sou boa no que faço, escolhi a área certa, posso ir além do que imaginava.

Só tenho a agradecer a Deus por tudo. Pela solidão. Por estar exatamente onde tenho que estar. Porque Ele me guia pelo caminho que eu tenho que seguir.

E, claro, à todos os que me fizeram e fazem ser como eu sou. Todos os amigos e a família maravilhosos que acreditam em mim, que me ensinaram as coisas mais importantes da vida, e me acompanham estejamos onde estivermos. A vida é bela!

Depois pretendo fazer posts contando mais coisas: a viagem inesquecível à Portugal e otras cositas más.

Mas queria que esse fosse dedicado à aumentar minha auto-estima (risos), contar um pouco sobre esse meu amadurecimento e sobre o PRIMEIRO FILME QUE EU DIRIJI!!! Que legal! 

Um beijo a cada um de vocês, que eu amo e morro de saudades.
Estamos juntos.

5 comentários:

  1. Ju, que importtante fase da vida! acho que morar fora tem essa vantagem, que é a solidão, temida por uns e amada por outros. Na primeira vez que morei no chile experimentei algo semelhante, e o que aconteceu foi que quando voltei pro brasil me sentia estranha.. porque o brasil é a minha querida cidade natal onde as pessoas que eu amo estão, mas o chile virou a cidade onde eu me fiz Michelle. Eu fiquei sentindo uma estranha sensação de não pertencimento qd eu voltei pro brasil, e ao voltar pro chile o mesmo. Tenho duas casas e nenhuma.
    faz um filme disso! =)
    bom amadurecimento ju!
    te quiero!
    bjo!

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  2. Que coisa isso de duas casas e nenhuma... parece triste!
    Quem sabe faça um filme disso em algum momento... Por enquanto não vou ter tempo!

    Valeu Mix! Beijo, te quiero tambien chica guapa.

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  3. Juuuu, muito gostoso ler seu post... parabéns por tudo, amiga, pelas suas conquistas pessoais, profissionais, pela sua evolução em diversos aspectos da vida... penso sempre em você com carinho, mesmo. Amo pra sempre. Cereja.

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  4. ah, cara... que foda! que foda! faz bem ler isso :)

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